Conheça os Tratamentos Promissores contra a Covid-19, segundo a OMS

Em tempos de coronavirus, o que mais se espera é o fim dessa doença que está matando em todo o mundo. É claro que a comunidade científica está empenhada em desenvolver uma medição ou vacina e, em meio a tudo isso, a Organização Mundial da Saúde lançou um projeto de testes internacionais para tentar achar uma cura em tempo recorde.

Leia abaixo a matéria que o Blog Assunto não Falta preparou para você conhecer um pouco sobre esses tratamentos promissores que estão em desenvolvimento.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) está testando medicamentos promissores na luta contra a Covid-19. O Projeto criado é chamado de Solidarity (Solidariedade, em inglês) e busca centralizar dados de estudos com milhares de pacientes em dezenas de países para tentar encontrar uma cura o mais rápido possível. 


O projeto foi pensado e desenvolvido para agilizar ao máximo o processo de testes e funciona assim: quando um hospital credenciado recebe um paciente com confirmação de Covid-19, os médicos enviam os dados dos pacientes à plataforma da OMS de forma online, juntamente com a assinatura de consentimento do paciente escaneada. Depois, o sistema irá atribuir aleatoriamente um dos quatro tratamentos que deverá ser usado naquele caso – tudo de forma online e rápida. Por fim, os resultados que serão reportados pela equipe médica integrarão à base de dados centralizada da OMS, indicando se o tratamento fez ou não efeito, bem como possíveis efeitos colaterais.


Até agora, 9 países já aceitaram participar do experimento mundial: Argentina, Bahrein, Canadá, França, Irã, Noruega, África do Sul, Tailândia e Suíça.



Quatro tratamentos foram escolhidos até agora para serem testados:

1. O antiviral Remdesivir, que desenvolvido para ser usado em casos de ebola. Apesar de ter sido feito para combater o ebola, experimentos em laboratório mostraram que o medicamento é eficaz em combater os coronavírus causadores de SARS e MERS (Síndromes Respiratórias Graves), doenças parecidas com a Covid-19. Isso porque seu mecanismo de ação consiste em inibir a replicase de RNA, uma enzima essencial para a replicação dos vírus. Até agora, dois pacientes dos Estados Unidos com Covid-19 receberam esse tratamentoe se recuperaram, mas a amostragem é muito pequena.


2. A Cloroquina e a Hidroxicloroquina: os nomes mais falados dessa lista e muito usadas contra a malária ganharam fama recentemente após indícios de que poderiam curar a Covid-19. A repercussão na mídia levou a uma busca generalizada pelos medicamentos nas farmácias e o esgotamento da substância. A Anvisa precisou intervir, e incluiu a hidroxicloroquina e a cloroquina na categoria dos medicamentos de controle especial para evitar a venda descontrolada. Contudo, não há evidências concretas que mostrem que os medicamentos funcionem no caso da Covid-19. A OMS, inclusive, não ia incluir as substâncias na lista de testes, mas mudou de ideia após toda a repercussão mundial e a um estudo recente mostrou que, em células cultivadas em laboratório, podem ser eficazes para inibir o vírus. 


ATENÇÃO!

Estudos feitos em humanos ainda são ambíguos. Uma pesquisa da França com 20 pessoas sugeriu que o remédio pode curar a doença, mas foi feito com várias lacunas:

- O estudo não foi duplo-cego, e tanto os médicos como os pacientes sabiam quem estava tomando a medicação e quem era do grupo de controle (que não era medicado);

- Não incluiu um grupo de placebo, teve amostragem pequena de apenas 20 pessoas, e

- Os resultados ignoraram 6 pacientes que não concluíram o tratamento – um dos quais morreu no meio.


3. Lopinavir e Ritonavir: utilizados para combater o HIV. Essas drogas atacam o vírus ao inibir a chamada protease – uma enzima responsável por “cortar” longas cadeias de proteínas e formar peptídeos, os pequenos conjuntos de aminoácidos que os vírus utilizarão para a replicação. O objetivo é ver se os remédios conseguem fazer o mesmo com o coronavírus.

Apesar de estudos em laboratório indicar que a dupla pode funcionar, os primeiros resultados com pessoas não são muito animadores. Em Wuhan, pacientes receberam a combinação e não mostraram melhoras, mas os remédios foram usados quando os quadros dos pacientes já estavam bem graves, e talvez nada mais conseguisse os salvar. Por isso os remédios continuam em testes.


4. Ritonavir/lopinavir + interferon-beta: composto usado no tratamento de esclerose múltipla. O problema desse tratamento é que ele deve ser utilizado com muito cuidado em pacientes em estado grave de Covid-19, porque o interferon pode piorar a inflamação nos pulmões do pacientes, agravando o quadro.


A OMS também deixou claro que o projeto é dinâmico e pode mudar a qualquer momento. Se uma droga se mostrar prejudicial e/ou ineficaz, será imediatamente removida da lista de candidatos. Outros medicamentos podem entrar para os testes, caso haja evidência suficiente para incluí-los. Uma das possíveis drogas que podem fazer parte dos testes é o favipiravir - um medicamento japonês contra o vírus da gripe que já demonstrou certa eficácia contra o novo coronavírus.


Enquanto os estudos não chegam a resultados mais concretos, o melhor mesmo é praticarmos o distanciamento social.


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Uma ótima semana e até a próxima!

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